Maldita presidência portuguesa da União Europeia. Maldita Cimeira Europa-África. Tenho-lhes um pó que não posso.
Hoje apanhei com prolongados cortes de estrada, polícias sinaleiros imbecis, batedores mal-criados, radares inconstitucionais, até sinais vermelhos que afinal eram verdes, ou era o contrário? Não interessa; em suma, um aparato estapafúrdio por essa Lisboa fora, tanto na ida como na vinda para casa.
E tudo para que as potências europeias mais o Sócrates, o palhaço pobre deste circo, tentem engatar com falinhas mansas e propostas, imagino eu, indecentes, o Khadafi e outros senhores do petróleo africano a negociarem com eles o seu ouro negro, bitola da economia mundial. Tudo sobre a fachada da paz ou do desenvolvimento ou do ‘estreitar de relações’ entre os dois continentes. Bah. Baboseiras.
verruga sexy!
Para lá, como ia todo contente a caminho do Restelo para ver o Belém, até que tolerei qualquer coisinha, como um quase-abalroamento que me iam fazendo ali por Xabregas, para deixar passar (muito acima dos 50km/h permitidos pelo radar, seus sacanas!) um qualquer ilustre diplomata. E ainda por cima mandam vir, sem modos, sem nada. Se calhar porque o meu carro não levantou voo para eles poderem passar todos a 120 à hora. Porcos!
Mas para cá é que foi o Caos. Depois de sair fodido (desculpem, é mesmo este o termo) do Estádio, eis que todos os palermas da Cimeira resolvem voltar para os hotéis (parece que a escumalha está ali toda para Cascais) e para tal, parece que é preciso cortar o trânsito no sentido oposto. A nossa polícia sempre na vanguarda, sim senhor.
Foi assim logo nos Jardins de Belém, depois em absurda repetição em Alcântara, Santos, Cais do Sodré (aqui perfeitamente exasperante) e Terreiro do Paço. Porra!
Não há direito! Vem um gajo aborrecido com o funesto fado da sua equipa de futebol e ainda leva com esta porcaria toda em cima. E ainda dizem que o sábado é para descansar.
Depois uma pessoa refugia-se no álcool e dizem que a culpa é dos pais ou do marketing.
Não é! É do poder político a nível intercontinental. E do futebol, que desgraça famílias.
Adeus.