segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Don't be ridicólos!

Foi com agrado que percebi que não sou o único a recordar essa personagem nada menos que épica da TV que foi Balki Bartokomous.
Pelos comentários do post anterior, existem pelo menos mais 3 blogueiros com bom gosto e boa memória suficientes para se lembrarem do grande Balki.
Interpretado genialmente por Bronson Pinchot, Balki era o primo saloio do cosmopolita Larry Appleton (Mark Linn-Baker), que emigra para a América, vindo da fictícia ilha grega de Mypos, para dar cabo da cabeça ao pacato primo.

Larry era um aspirante a fotógrafo politicamente correcto, educado, tímido e sempre de pé atrás perante as ideias do primo.
Balki era um pastor de ovelhas à procura de se adaptar à vida em Chicago. Desbocado, inconveniente, trapalhão e com um sotaque irresistível, era a perfeita antítese de Larry.
A sua catch phrase, o inesquecível: " ...don't be ridiculous!"

Os dois protagonizaram "Perfect Strangers" entre 87 e 93, que em Portugal se chamava "Eternos Novatos" e passou na RTP, também por essa altura.



É ainda hoje considerada uma das melhores comédias de situação da TV americana, tendo até dado origem a um spin-off chamado "Family Matters", que julgo ter passado cá na Sic, com um nome qualquer (talvez se lembrem deste personagem).

Foi uma das minhas séries da infância, das primeiras que me lembro de conseguir acompanhar já bem as legendas. Os DVD são difíceis de achar, mas a Internet é mesmo um mundo.

E por isso, tenho de dar graças pela existência do maravilhoso ser humano sueco que criou a conta de Youtube com o nome babypuddycat, na qual colocou todos os episódios da série, para deleite de muitos. Muito obrigado.

Como diria um certo presidente, Balki Bartokomous Forever.
Com ele, a Grécia não estaria à beira da bancarrota.
Pelo contrário.

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sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Em 2010, o nome Balki Bartokomous


ainda diz alguma coisa a alguém?

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quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

É bom que não fosse mesmo português

porque já cá temos muita merda.

O Cristóvão Colombo é capaz de ser um dos maiores parvalhões de sempre.

"Daqui já vejo a Índia!"

Não bastava ter saído de Espanha rumo à Índia e ter ido parar às Caraíbas.
Não. Mesmo depois de ver que ali não havia mercadores de seda e especiarias, só canibais e catatuas, chamou "índios" aos nativos, pois o palerma continuava convicto que tinha lá chegado.
Tanto que ainda voltou lá mais três vezes, sempre na mesma cisma.

"Estes reis católicos espanhóis não sabem nada disto. Quem diz Índia e Molucas, canela e noz-moscada, diz Cuba e Jamaica, cocos e bananas. Eu é que sou o gajo que vai ser interpretado pelo Depardieu, não são eles", terá pensado Colombo, enquanto chacinava tribos inteiras antes de almoçar.

Faltava pouco para se provar de que o fortuito descobridor da América foi um cretino de proporções épicas. Esta, porém, vem acabar com as dúvidas de uma vez por todas:

O Galileu ia sendo queimado vivo porque disse que era redonda.
O Cristóvão trambolho, nada.
"Em forma de uma pêra, porque não?", pensou o Papa da altura, com a boca cheia de ananás.

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quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

O começo do fim de LOST

São 4h05 e acabei de assistir - cortesia dessa maravilha da internet que é o "broadcast yourself" - ao episódio duplo da season premiere da sexta temporada do LOST.

Este foi o início da última temporada da melhor série da última década e seguramente das melhores da história da televisão e eu já estou a pensar que isto não pode acabar. Não pode!
Porque não um LOST com a longevidade de um 'Dallas' ou de um 'Anjo Selvagem'?

A minha mente idiota até teve uma solução que dava para o LOST durar até 2050, que era os personagens irem morrendo na série conforme os actores morriam na vida real. Era engraçado e original.

Mas notei logo que não iria gostar, pois um dos primeiros a desaparecer seria o meu preferido John Locke (Terry O'Quinn, fornada de 1952), ao passo que teríamos de levar mais algumas décadas com um dos maiores canastrões que alguma vez vi tentar representar: o Jack Shepherd na série, Mathew Fox de seu nome.
Ele que disse que ia deixar de trabalhar em TV depois do LOST. Se "em TV" não aparecesse na frase, era perfeito. Assim, é só mais ou menos.

Quanto ao episódio de hoje, não querendo largar qualquer spoiler para quem ainda não viu, só digo que não defraudou quem esperou 8 meses por este dia. Foi um regresso do caraças, coisa séria.

Por exemplo, o Jin, assim do nada, está a falar inglês que é uma coisa parva. Alta sintaxe, no mínimo ao nível do Apu dos Simpsons ou até do Schwarzenegger.

Esperem para que saia na net - mais umas horas - e vejam este pedaço de História do audiovisual. Se conseguirem, esperem que dê num canal qualquer português.

LOST é LOST, carai!
Vou dormir.

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terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Dez candidatos ao Oscar de Melhor Filme

Este ano a academia volta a eleger 10 filmes como possíveis vencedores do mais importante dos Oscares, algo que era comum antigamente, mas que caiu em desuso algures na década de 40.
Os nomeados são:

Avatar”, de James Cameron
"District 9", de de Neill Blomkamp
"Nas Nuvens", de Jason Reitman
"Um Homem Sério", de Joel e Ethan Coen
"Sacanas sem Lei", de Quentin Tarantino

“Estado de Guerra”, de Kathryn Bigelow
"Precious – Based on the Novel "Push" by Sapphire", de Lee Daniels
"An Education", de Lone Scherfig
"Up - Altamente", de Pete Docter, Bob Peterson
"The Blind Side", de John Lee Hancock

Só vi os cinco primeiros e para mim, ganhava os "Sacanas sem Lei".
Mas isso sou eu, que pouco sei das movimentações de bastidores em Hollywood.

Atente-se também à luta original entre James Cameron e a ex-mulher Kathryn Bigelow pela estatueta de melhor realizador. Kathryn é apenas a 4ª mulher a ser nomeada para esta categoria.

A lista completa de nomeados pode ser consultada aqui, ou só os mais importantes aqui.

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Antes da Alice, o Parnassus

Para mim bastava-me ter na realização o Terry Gilliam, ele dos Monty Python e do "Fear and Loathing in Las Vegas" para o ter na lista de filmes a ver.
Mas ter o gigantesco artista que é o Tom Waits a fazer de Diabo, faz deste um filme a ver imediatamente.

The Imaginarium of Doctor Parnassus (2009)

Também tem o Johnny Depp e o malogrado Heath Ledger, que morreu antes de acabar o seu papel, entre outros.
Todos insignificantes perante a grandiosidade, deixem que repita, do senhor Tom Waits.

Estreia na 5ª Feira nos cinemas, e já anda na net o DVDSCR, para quem sabe onde procurar.
Trailer aqui.

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sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Plateau


D.A.D. - "Sleeping My Day Away" (1989)

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Dou a mão à palmatória, Jorge

Vou admitir. Vai-me custar mas vou dizê-lo: o George Clooney é bom actor.


Confesso que sempre tive uma certa resistência em gostar dele.
Apesar dos trabalhos com os irmãos Coen, do "Syriana" ou do "Michael Clayton", tinha-o para mim como o típico galã, charmoso mas inconsequente como actor, uma espécie de Richard Gere mais novo, cabelos grisalhos e sorriso agradável e mais famoso pela figura do que pelos dotes na representação.
Mas com o novo "Up in the Air", de Jason Reitman (Juno), tenho de dar a mão à palmatória e premiar o trabalho do antigo matador de vampiros e ex-Batman.

Não que o seu papel seja espectacular. Se calhar, já fez melhor. Mas anão posso deixar de admirar a naturalidade e à-vontade com que Clooney encarna este personagem nada fácil de equilibrar, num filme de emoções contidas, sem nunca parecer forçado nem esforçado. Gostei muito. É de actor.

Quanto ao filme, tal como "Juno", acaba onde começa. Um deslocado da sociedade será sempre um deslocado da sociedade. Ou porque esta não se adapta a ele ou porque este não consegue adaptar-se a ela. Acho que é o que se tira dos filmes do Reitman. Uma versão adulta de "Juno", se se quiser. Não é um clássico imediato, mas é um filme muito bem escrito e merece ser visto. Mais de uma vez.
Referência também para Anna Kendrick, uma revelação, Vera Farmiga também muito bem.

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Ainda o Avatar

"Avatar" já é o maior êxito de bilheteira de sempre.
Passou "Titanic", também de James Cameron, tendo já facturado algo como 1,28 mil milhões de euros. Muito dinheiro.
Está ainda a 25 mil bilhetes vendidos de Titanic, mas só estreou há 6 semanas.
Lembro-me bem que o Titanic, só no Colombo, teve, no mínimo, um ano em exibição.

Já limpou os 2 Globos de Ouro mais importantes e está na pole-position para as nomeações dos Oscares. O Jaime Camarão é lixado. Anda escondido, mas de 12 em 12 anos, apresenta-se para dominar a cena.

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quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

O espantoso mundo das sugestões do Google

Não tem a riqueza visual de um
ou a sinceridade de um
mas procurar comprar um viola nova e apanhar com:

também tem algum nível.

Nem dá tempo para nos sentirmos chocados com a quantidade de tarados que por aí andam, passando-se logo para o domínio do rir a bom rir, pois 'violada à força' é um pleonasmo para lá de es-pec-ta-cu-lar.

É que para violar convém que seja à força, ou não?
Terá já alguém sido violado sem ser à força?
Se sim, não será isso apenas sexo à bruta?
E como se consumará uma violação com meiguice e respeitinho?

Ficam no ar as perguntas, à espera da resposta que merecem.

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