Não fui muito longe, esgueirando-me logo ali para o Palco Optimus Clubbing, o 3º palco do festival, onde os Macacos do Chinês terminavam a sua actuação. Não vi com atenção, pareceu-me uma coisa à putos dos Morangos, não sei pá, chinesices.
A seguir, vinha uma banda que estava com curiosidade de ver. Os Paus são a banda nova do Quim Albergaria (depois do fim dos Vicious Five) com elementos de If Lucy Fell. Foi uma apresentação simpática. É uma banda que assenta muito nos ritmos de bateria e percussão, criando uma música com muita batida, com um recurso minimal à voz. É giro.
Depois, fui até ao Palco Super Bock, onde já tocava New Young Pony Club. Vi com pouca atenção, numa altura em que a tenda ia já começando a encher. Tocam uma popzinha para dançar, com uma vocalista mexida, mas no fundo o que acaba por distingui-las de outras 50 bandas do mesmo espectro é o facto de serem todas mulheres.
A tenda estava já a abarrotar quando os Gossip subiram ao palco. Já os tinha visto um par de vezes e apesar do mérito da voz e da forma como a vocalista abana os seus 200kg de massa bruta, a verdade é que as músicas deles são fracas, o guitarrista é primário e ainda bem que começaram o show com a famosa "Standing in the Way of Control", que assim curti essa e quando começou a segunda pirei-me para abastecer de líquidos e também de pitéu, ouvindo o resto do concerto da parte de fora da tenda. Não gosto.

Depois da banda inglesa, chegava uma das minhas bandas do coração, que me acompanham desde a adolescência e daquelas que nunca passo muito tempo sem ouvir. Os Deftones surgiram no Alive quatro anos desde a última vez no SBSR, em digressão do excelente novo álbum "Diamond Eyes" e sem o baixista fundador Chi Cheng (em coma após acidente de viação desde 2008).

Assim que a banda entrou em palco e mandou de rajada "Headup" e "My Own Summer (Shove It)" vi logo que aquilo ia correr bem. Daí até ao fim, foi o que se chama um concerto do c@ralho, alternando entre as canções (boas) do novo disco e os clássicos monstruosos de a carreira, como "Feiticeira" ou "Be Quiet and Drive (Far Away)". Foi um show da velha guarda, com muito poder e simpatia de Chino Moreno, que apesar de já não ter a voz de outrora, continua a berrar como poucos. O final com "Back To School (Mini Maggit)" e "7 Words" foi uma coisa sem explicação. Duas canções brutais para terminar um show que me deixou a recordar velhos tempos e com a certeza de que em 2010, os Deftones ainda são uma banda monstro!
Depois disto, a noite estava ganha, mas ainda fui ao Palco Super Bock ouvir o Steve Aoki, (só mais um dj de electro) com a esperança de apanhar o remix que o gajo faz da "New Noise" de Refused. Tive sorte, ouvi essa e mais uma meia dúzia delas e passado meia hora pus-me a andar para casa.
Top 3 do dia#2:
Deftones
Skunk Anansie
(todos os outros que vi em ex-aequo)
Sem comentários:
Enviar um comentário