
O Chelsea, um baluarte da boémia da Big Apple, ficou conhecido por ser a morada temporária ou nem tanto de grandes artistas do séc. XX, como Tenessee Williams, Charles Bukowski, Stanley Kubrick ou Tom Waits, entre muitíssimos outros, tão ou mais ilustres. Foi, por exemplo, onde Jack Kerouac escreveu a versão final de "On The Road" e Arthur C. Clarke o "2011: A Space Odissey" e onde Sid Vicious matou Nancy Spungen em 1978. Arthur Miller definiu-o uma vez assim: "Este hotel não pertence à América. Aqui não há aspiradores, regras ou pudor... é o clímax do surreal."
São inúmeras as canções que o referenciam, de Bob Dylan aos The Cult, mas há uma que tem uma história especial.
Em 1974, Leonard Cohen editou o seu quarto álbum, "New Skin For Old Ceremony", no qual incluiu a canção "Chelsea Hotel #2" (a #1 era uma versão embrionária tocada ao vivo apenas um par de vezes). Na letra, o "eu" da canção recorda um certo encontro sexual no Chelsea Hotel, uma coisa pontual entre dois pouco atractivos workers in song. Até aqui nada de novo, era apenas mais uma grande canção de Cohen, sobre a qual se poderia suspeitar ser autobiográfica, uma vez que o próprio viveu no Chelsea nos anos 60.

Leonard Cohen - "Chelsea Hotel #2" (1974)
Esta canção tornou-se uma das mais famosas da carreira de Cohen e tem sido cantada por muita gente. Recomendo as versões de Regina Spektor e Rufus Wainwright.
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