quarta-feira, 28 de novembro de 2007

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Num dá bobeira não. Cê tá na minha mão.

Tema-título da nova coqueluche do cinema brasileiro, Tropa de Elite.

Afinal, o Brasil não é só samba. Rock simpático a fazer lembrar Rage Against The Machine, aqui e ali. A banda? Tihuana, de seu nome.



Tropa de Elite, osso duro de roer
Pega um pega geral, também vai pegar você

:D

Ah, o filme também é giro...

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Infinita Tristeza

Que o Natal já não é o que era, já eu sei há muito tempo. Aliás, acho até que já tinha acabado quando eu nasci.

O Natal da minha geração significa despesas. Não vale tentar escamotear esta premissa com a 39ª reposição do “Música no Coração” no dia 25 e o Natal dos Hospitais umas semanas antes. E escusam de dar a missa do galo porque isto não tem nada a ver com o Cristo.

Tem a ver sim, com gastar dinheiro; e eu até consigo perceber que a esmagadora maioria do bom povo faça das tripas coração para poder oferecer prendas à família e aos amigos todos e até aqueles com quem não podem nem com o cheiro mas que fica bem oferecer qualquer bodega num embrulho catita.

Afinal vivemos numa sociedade capitalista de consumo em que o materialismo conta muitíssimo e onde é difícil manter o monstro fora de portas. É assim que as coisas funcionam no chamado ‘ocidente’.

Mas o que me leva a escrever o presente decreto-lei não é tanto esse lado do Natal. É sim algo muito mais repugnante e viscoso, que infelizmente se prolonga todo o ano e que estranhamente encontra nesta quadra uma das alturas melhores para o ‘negócio’.

Estou a falar do circo.

Estou a falar desse campo de concentração itinerante que monta um suposto espectáculo à custa do sofrimento e da ignomínia de dezenas de animais; e assim chupa mais uns euros ao bruto povão que aplaude com cara de gente parva uma meia dúzia de reflexos condicionados apreendidos pelos pobres bichos, após semanas, meses, toda uma existência de cruéis maus-tratos e agressões em condições de vida no limite da sobrevivência.

Ursos dançantes no Circo Soledad Cardinali. Um número de circo em que a ridicularização dos animais é o aspecto central.

Logo por manifesta pouca sorte, tenho aqui à beira da porta, num raio de 4km, dois dos mais indignos representantes dessa indústria do terror. No recinto onde se faz o SBSR temos a tenda branca mas nada pura e inocente dos Cardinalli, essa família de carniceiros. Ao lado da Gare do Oriente está montado o Chen, outra dinastia de pérfidos assassinos.

Pónei extremamente magro mantido no Circo Chen 2.

Para estes animais a época do Natal é sinónimo de humilhações físicas e morais diárias. Não há fins-de-semana nem folgas, só agonia e opressão.

Escusado será dizer que era giro se quem perdeu o seu tempo a ler isto até aqui, boicotasse este espectáculo que de espectacular não tem nada e que tentasse dissuadir alguém um pouco mais pobre de espírito que estivesse a pensar financiar com a compra dum bilhete, tamanha afronta aos direitos dos animais.

Não sou demagogo nem utópico, não almejo à extinção de todos os circos; desejo sim sensibilizar alguém para este problema e se evitasse que uma pessoa deixasse de ir ao circo, ficava mesmo contente.


As fotos e os comentários às mesmas são da autoria da Animal.
Para a cruel verdade em fotos e vídeo, seguir o link.



sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Eu queria.




Em resposta ao desafio lançado pela Tulaunia aqui vai finalmente a minha carta ao Pai Natalício:

"Amigo Nico, sabes bem que não sou puto de pregar petas, por isso se te digo que me portei bem é porque me portei bem, ok?
Por isso e porque eu ainda vejo desenhos animados, quero que me enfies pela chaminé abaixo o seguinte rol de pedidos:

Eu queria um carrito só para mim.
Não precisa de ser um bólide, basta ser giro e que chegue aos sítios.

Eu queria um emprego mesmo porreiro!
E que se possível fosse bem pago.

Eu queria uma Scarlett Johansson para me aquecer,
mesmo quando tivesse calor.


Eu queria não pensar que o meu país é uma merda.

Eu queria um astrolábio para encontrar um rumo.
Ou então um GPS espiritual para ligar às orelhas.

Eu queria uma garrafita de amêndoa amarga.
Essa podia vir já.

Eu queria que pelo menos uma destas fantasias fosse realidade quando no dia 24 de Dezembro à meia-noite me levantar da caminha e meio estremunhado olhar para debaixo da árvore.
Vou rezar uma coisa qualquer em rima para que me caia uma Scarlett pela chaminé a baixo.

Um abraço Zé do Natal.

Cuidado com as rabanadas."



Agora vou beber essa amêndoa, porque se tiver à espera do gordo...

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Querem-me matar!

Porra, estou nervoso como já não estava há muito tempo!

Quase que me veio o vómito!

E a culpa é destes sacanas da Selecção!

Não jogam nada, nada, nada! NADA!

Uma qualificação ridícula, sem uma única vitória contra Polónia, Sérvia e Finlândia, as três selecções que sabem jogar à bola!
Só conseguimos ganhar a uma Bélgica irreconhecível e aos analfabetos do futebol Arménia, Azerbaijão e Cazaquistão.

Vão-se esconder.

Peço desculpa pelo desabafo.

Vou ver de viagens para a Áustria :)

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Diz-me a cor do teu pente dir-te-ei quem és!


Aceitando o repto lançado pela menina leila* e agora que ela nos ameaça a todos com o seu regresso das terras do Veneto, aqui fica a minha humilde contribuição para esse mundo fascinante das informações perfeitamente inúteis.

1. Alguém que te fez rir ontem à noite? Muita gente. Dou-me com muitos palhaços.
2. O que estavas a fazer às 08 da manhã? A dormir, tão bom que é!
3. O que estavas a fazer há 30 minutos atrás? Gozava um genuíno momento do mais puro ócio num café perto de si.
4. O que te aconteceu em 2006? Bem, tanta coisa. Entre elas, vivi no estrangeiro e conheci mil pessoas e locais lindos.
5. O que foi a última coisa que disseste? “Ai não!”
6. Quantas bebidas bebeste hoje? Leite, água e café.
7. Qual é a cor do teu pente? Depende do bronze. É da cor dos meus dedos.
8. Qual foi a última coisa que pagaste? Um café e um rissol de camarão.
9. Onde estavas ontem à noite? Chez-moi.
10. Qual é a cor da porta de entrada da tua casa? É castanha-escura.
11. Onde guardas os teus trocos? Na carteira e às vezes num porta-moedas pequeno que encontrei uma vez cheio de estupefacientes.
12. Como está o tempo hoje? Está de chuva e faz frio. Nada simpático.
13. Melhor sabor de gelado? Não tenho preferidos mas o corneto de leite-creme é mesmo bom!
14. O que te anima na vida? Rir!
15. Queres cortar o teu cabelo? Quero. Já está a pedi-las.
16. Tens mais de 25 anos? Mais? Não…
17. Falas muito? Vou do 8 ao 80. Depende das pessoas e do ambiente, e às vezes de quanto vinho tiver no bucho.
18. Vês o O.C.? Não vejo isso. Não curto novelas.
19. Conheces alguém chamado Steven? Não.
20. Inventas as tuas próprias palavras? Sim, bastantes. Tenho até um dialecto próprio que só eu e outra pessoa tão demente quanto eu entende.
21. És uma pessoa invejosa? Por vezes sou. Mas aprendi a contentar-me com o que vou tendo…
22. Diz o nome de um(a) amigo/a cujo nome comece por 'A' – Ana.
23. Diz o nome de um(a) amigo/a cujo nome comece por 'K' - Kira.
24. A primeira pessoa que está na tua lista de chamadas recebidas de hoje? Barrigana.
25. O que é que o teu último sms diz? “siga tomar uma cafezada?”
26. Mastigas a palhinha das bebidas? Nã senhori.
27. Tens cabelo encaracolado? Se o deixasse crescer sim. Tipo Marco Paulo dos bons velhos tempos.
28. Para onde vais a seguir? Para a banheira. Mentira, para o poliban.
29. Quem é a pessoa mais mal-educada na tua vida? Esta pergunta é estranha. Mas sou eu, ou então a minha irmã quando a consigo enervar a sério.
30. O que foi a última coisa que comeste? Iogurte.
31. Vais-te casar no futuro? Existe essa possibilidade.
32. Qual foi o melhor filme que viste nestas últimas duas semanas? Esta é difícil. O melhor diria que foi o ‘Sügisball’ mas o mais giro foi sem dúvida o ‘Pepi, Luci, Bom y otras chicas del montón’, Almodóvar vintage.
33. Existe alguém de quem gostes neste momento? Claro! Gostar é bom e eu tenho uma caixa torácica grande.
34. Quando é que foi a última vez que lavaste a loiça? Há coisa de 15 dias.
35. Estás deprimido neste momento? Os deprimidos dizem sempre que não estão em depressão. Por isso digo que sim.
36. Choraste hoje? Nada. Mas para o jantar vou fazer um refogado…
37. Porque respondeste a este questionário? Porque a leila* mo ‘pediu’ e há certos tipos de pessoas que não convém contrariar.
38. Etiqueta 5 pessoas para responder a este questionário.
Etiqueta? Bem, etiqueta é coisa que estes não têm:

domingo, 18 de novembro de 2007

Ser bombeiro não deve ser fácil

Parque das Nações Sul...

Momento psicadélico do dia:


- vi o Bill Murray a fazer meditação transcendental na praia de Carcavelos. Vi mesmo. Era ele. A não ser que alguém me prove 'por a + b' que esta tarde ele estava num qualquer outro ponto do globo...

Ódio de estimação do dia:

- revisores da CP. Incompetência, falta de respeito e má-fé. Não querendo generalizar mas fazendo-o, são uns filhos da **** completos!

Personalidade do dia:

- Bill Murray!

:)

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

O futuro num borrão de tinta

Hoje ouvi um bocado de rádio. Não descobri nenhuma banda nova preferida, muito pelo contrário. Está tudo na mesma.


Descobri sim que o pessoal da meteorologia anda todo trocado e que hoje em dia até a senhora da limpeza do INMG tem direito a fazer a sua previsão sobre o tempo que aí vem.


Primeiro, ouvi um engenheiro que dizia que estávamos a atravessar um período seco, que explicava ele é diferente de uma seca. Disse até que ia pedir ao governo que tomasse medidas preventivas porque este clima de temperaturas elevadas para a época e sem precipitação ir-se-ia prolongar, pasme-se, até Janeiro. Mas dizia o gajo que como as albufeiras estão cheias de água não devia haver problema…


Depois, um outro engravatado, calculo eu, aparece a mandar o seu bitaite e diz que a partir de 2ª feira iríamos ter aguaceiros e baixas de temperatura; em suma, um discurso em perfeita dissonância com o do colega.


Assim mesmo. Num dia, dois iluminados conseguem ver supostamente nos mesmos relatórios, nos mesmos gráficos, nas mesmas fotos de satélite, nas mesmas cartas isobáricas, duas coisas completamente diferentes.


Mas como é que isto é possível?


Depois de alguma meditação, cheguei à conclusão que a culpa está na formação.


Eles devem ser treinados na interpretação de dados com pranchas do teste de Rorschach. E assim, tal como nesse teste das manchas de tinta, cada um vê o que bem entender. Um vê um camelo a beber água no deserto e outro uma mulher da vida no Conde Redondo. Só assim se explica que um diga que chove para o outro dizer que faz sol....


Como adepto do livre arbítrio que sou, a partir de agora também eu vou tentar vislumbrar um calor de 40ºc ou uma chuvada de 3 dias e 3 noites nesses borrões de tinta, e depois com a experiência adquirida, eventualmente até num daqueles mapas da meteorologia.


E vou começar já por este:

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Os ontens e os amanhãs

“No matter how cold the winter, there's a springtime ahead”

Hoje andei todo o santo dia com esta frase na cabeça, sem me conseguir abstrair dela nem do seu sentido; o literal e aquele que eu lhe dou, dentro do seu contexto.

Esta frase faz parte da arrepiante letra de “Thumbing My Way”, uma das mais lindas músicas de sempre dos Pearl Jam. E para mim isso é dizer muito, não fosse esta a minha banda preferida e que eu considero ter pelo menos umas 40 grandes canções.

Mas isso agora não interessa nada.

Existem canções e principalmente letras que adquirem uma dimensão especial em nós, pelo que dizem, pelo que nós lemos nelas ou pelos pensamentos que trazem a reboque.

Esta a mim perfura-me o peito e dá-me um abanão na alma com uma gentileza arrebatadora.

Fica o vídeo e a letra.

I have not been home since you left long ago
I'm thumbing my way back to heaven

Counting steps,.. walking backwards on the road
I'm counting my way back to heaven

I can't be free with what's locked inside of me...
If there was a key, you took it in your hands.
There's no wrong or right,... but I'm sure there's good and bad
The questions linger overhead

No matter how cold the winter, there's a springtime ahead
I'm thumbing my way back to heaven
I wish that I could hold you... wish that I had
Thinking 'bout heaven

I let go of a rope,... thinking that's what held me back
And in time I've realized,... it's now wrapped around my neck
I can't see what's next,... from this lonely overpass
Hang my head and count my steps, as another car goes past

All the rusted sign we ignore throughout our lives
Choosing the shiny ones instead
I turned my back,... now there's no turning back

No matter how cold the winter,.. there's a springtime ahead
I smile, but who am I kidding?
I'm just walking the miles,.. every once in a while I'll get a ride
I'm thumbing my way back to heaven

Thumbing my way back to heaven
I'm thumbing my way back to heaven...


domingo, 11 de novembro de 2007

A verdade está lá fora


Bebés. Tenho de falar de bebés. Isto porque estes homens e mulheres em miniatura (o nosso amanhã, o futuro deste país e essas frases feitas todas) são a prova de que a informação que nos chega via media é manipulada e só sabemos aquilo que querem que saibamos, ao melhor estilo do Matrix ou de um filme do John Carpenter.

Quantas vezes ouvi atentados à inteligência como “a população portuguesa está envelhecida” ou estatísticas deficientes do calibre de “para cada criança há três velhos”. Aliás: idosos, peço desculpa. Que se chegar à idade de pagar meio-bilhete de novo no comboio, também não quero ir ali a passar no campo da bola e os putos virarem-se para mim com um perfurante “oh velho passa aí a bola faxavor”. É que isso deve doer muito mais que aquela doença que dói quando se faz xixi.

Enfim. Isto para dizer que é tudo uma aldrabice. Parem de nos empurrar pela garganta abaixo meias verdades e tretas absolutas. Não há nada um défice de natalidade em Portugal. É falso. Não somos um país com 17% de pessoas com + de 65 anos. É mentira.

A verdade, essa atingiu-me hoje depois do jantar. E estou disposto a partilhá-la, ‘for the greater good’. Não sei se teve alguma coisa a ver com o strogonoff, mas ainda arrotava alarvemente ao molho de camarão quando se me deu mais uma das minha epifanias.
Um momento de revelação. Ei-lo.

O que eles não querem que se saiba é que Portugal está cheio de bebés. Há bebés por todo o lado. Estamos perante um “baby boom” sem precedentes que certos lobbys e grupos de pressão procuram encobrir, no interesse não sei bem de quem. Posso especular, mas também fazer a teoria da conspiração toda de uma vez, tira um bocado de piada à coisa.

Uma ressalva antes de ir trancar os meus 6 cadeados. Isto não é em nenhum momento um texto contra as crianças ou os pais que a decidiram ou que tiveram azar em concebê-las, pelo contrário, pois não há coisinha mai linda que um bebé.
Isto é sim um exemplo de como os serviços secretos portugueses funcionam e não são só aquelas 2 donas de casa que em part-time ouvem as conversas do procurador-geral da república.
Mas de qualquer modo, desafio alguém a arranjar um sítio público com movimento (com a febre do Natal não deve ser difícil) em que no meio de umas 15 pessoas não esteja um bebé. Quero ver...

Nota: texto escrito sob condições adversas de sanidade mental; tanto cinema põe-me estúpido.