sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Chapa6

A cada 1647 desafios blogueiros aparece um que tem uma pequena ponta por onde se lhe pegue.

É o caso deste que se segue.

Já tinha pensado em fazê-lo mesmo que não fosse indigitado a tal, quando o vi por aí noutros blogues. Pareceu-me um exercício simpático, apesar das perguntas serem, digamos, parvinhas.

E como diz a Maya, entrar numa festa com convite é muito mais in que ter de entrar à socapa pela porta do cavalo.

Portanto, respondendo ao repto lançado por capitão » nim, aqui vai disto ó Evaristo:

[regras: colocar uma foto individual; escolher uma banda/artista de eleição; responder às perguntas com títulos de canções da banda/artista escolhido; e desafiar 4 bloguistas para passarem a outro e não ao mesmo]

A foto

faxavor! olhó bronze algarve... '89?

A banda
mais fortes que o tarzan!

As respostas

mais secas que os contemporâneos!

1) és homem ou mulher? 'Man Of The Hour'
2) descreve-te: 'Nothingman'
3) o que as pessoas acham de ti? 'Dirty Frank'
4) como descreves o teu último relacionamento: 'Parting Ways'
5) descreve o estado actual da tua relação: 'Around The Bend'
6) onde querias estar agora? 'Leaving Here'
7) o que pensas a respeito do amor? 'Nothing As It Seems'
8) como é a tua vida? 'Present Tense'
9) o que pedirias se pudesses ter só um desejo? 'Education'
10) escreve uma frase sábia: 'Let Me Sleep'

E prontos, é assim. Fica um conselho de amigo para o fim-de-semana: Nunca se prestem a cozinhar para pessoas que conseguem enfardar a sua idade em rissóis. Over and out.


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Per piacere

E o pensamento nostálgico da semana é:
Que aconteceu aos anúncios sexy da Martini?

Pensam que metem um bigode duvidoso no George Clooney e está tudo safo?
Não, meus senhores. Não está. Longe disso.
Onde está a sensualidade da coisa, que é como quem diz, onde é que anda o material do calibre daquele portentoso anúncio do vestido da Charlize Theron que se ia desfiando à cadência dos seus lânguidos passos?



Pois é. Já não há...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Anti-Climax

Estou indignado como já não se vê e capaz de jurar que darei um tabefe à Bud Spencer na próxima pessoa que numa situação em que se impuser um sorriso desbragado ou uma gargalhada, se sair com um 'lol'.

O que é essa merda de dizer 'lol'? Não compreendo.
Já usá-lo no MSN é parvo, pois na verdade raramente se está "laughing out loud" quando se escreve isso. Mas vá, é um convencionalismo e serve muitas vezes para tapar buracos quando não se tem nada para dizer e tal, enfim... tudo bom.
Agora, na 'vida real', conversa para aqui e para ali, eu digo uma baboseira, tu dizes uma alarvidade, vem o Ramirez e diz uma calinada, e depois está tudo a preparar-se para abrir a boca para rir e alguém sai-se com um... 'lol'.

Pá... Não se faz! Irrita-me, carai!

Bem, agora vou dormir que isto se calhar é só birra de sono.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A barraca vai mesmo abanar?

As estatísticas feitas por mim no segundo exactamente anterior à escrita deste poste indicam que 89% dos indivíduos com um blogue aproveitaram o seu estaminé virtual para festejarem a eleição do messias Barack Obama como presidente do mundo.

Ora, está claro que a minha pessoa também rejubilou quando os votos do povo estado-unidense confirmaram o que as sondagens vinham aclamando. Foi sem dúvida um passo na direcção certa.
Porém, apesar da indiscutível importância histórica, social e cultural que esta vitória tem, estou ainda um pouco reticente em relação à tão propalada e prometida mudança quase de 180 graus ao nível político e económico que se espera desta nova administração, pelo que ficarei na expectativa, esperando ser surpreendido, mas já preparado de antemão para uma semi-desilusão.

Ainda no seguimento disto, tenho a lamentar o facto de não ter lata para me partir a rir até me começarem a doer os rins na cara de pessoas que conheço mal. Foi uma pena quando no outro dia alguém se virou e disse, "Então, o Osama lá ganhou." e eu só pude trocar um olhar cúmplice e anuir com a cabeça, sorrindo e dizendo, "É, pois foi, lá ganhou." Perdeu-se uma boa oportunidade.

sábado, 8 de novembro de 2008

Rascunho

A razão e o desejo tinham vindo a adiar um desfecho que era há muito inevitável.
Dias de sol que traziam algum alento, teimavam em arrastar consigo longas tempestades silenciosas que deitavam por terra qualquer vontade de prosseguir. Era altura de fechar as portas e admitir a derrota. De uma vez por todas. A vida tinha vencido de novo.

Fiel escudeiro praticamente desde o início, tinha testemunhado de perto a rápida ascensão, sempre sem emitir juízos de valor. Certamente teria a sua opinião, se alguma vez lha tivessem pedido. Contudo, escolheu abster-se das incongruências que o rodeavam e desempenhar as suas funções sem questionar ordens ou decisões. "Não tenho de concordar com o que faço, apenas tenho de o fazer.", alguém o terá ouvido dizer.

O fim chegou, instalou-se na melhor poltrona e por muito que o ignorasse, ele estaria sempre ali, à espera, para sempre. Era ainda Verão, mas o caleidoscópio das estações tinha já iniciado a sua transfiguração. O Outono não tardaria. Era o regresso à casa de partida, local sobejamente conhecido.

À medida que subia os degraus da entrada, sentiu que não era ali que devia estar. Não naquelas circunstâncias. Havia uma estranheza naquelas paredes que evidenciava algo que lhe custava admitir: a mudança tinha sido cúmplice de algo maior, um sentimento de intranquilidade que não lhe permitia sentir-se confortável, não aqui. Não em parte alguma.

What the fuck, right? Tinha este rascunho escrito há meses, e sei que quando o escrevi fazia sentido. Agora, tenho apenas uma leve ideia mas juro que não percebo metade do que ali está. Bem, mas terá de servir para tapar um buraco e manter isto actualizado pelo menos uma vez por semana, nem que seja com (mais) uma coisa sem nexo. Ah, e o Pingo Doce tem umas madalenas de chocolate espectaculares. Acho que deviam investir... Pronto, ciao.

sábado, 1 de novembro de 2008

Dança Comigo

Sim, o Darth Vader era um tipo torcido.
Mas bolas, até o maior sacana da sua galáxia precisa de se divertir, não é? É!



Bom fim-de-semana.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Buio

Há lá coisa mais deprimente que a mudança para a hora de Inverno?
Assim de repente não me lembro.

sábado, 25 de outubro de 2008

Um

Hoje, num certo documentário, alguém discutia sobre qual seria o mais importante, se a viagem ou o destino da mesma.

Eu diria que a viagem é muito mais importante, principalmente quando não temos destino.
Que é claramente o que acontece com este blog, que hoje faz um ano, mas que continua tão desorientado como quando começou.
E como diz o poeta, "A minha vida não tem nexo, Dar-lhe um rumo é dar-lhe um fim.", pelo que não se adivinham novidades para o próximo ano. O rumo editorial manter-se-á inexistente e a parvoíce irá conservar o seu posto de soberana, também de modo a fidelizar a meia dúzia de leitores que ainda compram o jornal.

Obrigado a todos, tem sido um prazer.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Nunca digas nunca!

Até hoje, resisti em entrar no espaço comercial por baixo do matadouro do Campo Pequeno, pois estava e estou determinado em não financiar de modo algum o assassínio de animais.

Mas a verdade é que a circunstância empurrou-me para lá.
Armei-me em parvo e anui em ir comer lá qualquer coisa que valeria por almoço, se bem que às 4 da tarde.

Já estava a ser um merdas ao entrar naquele sítio, mas estava prestes a tornar-me algo superior.

Sim, porque assim de repente, não encontro melhor de definição para "grandessíssimo estúpido do carai" do que ser vegetariano e ir à Casa das Sopas, e pagar por uma sopa da pedra cheia de chouriço e toucinho e sei lá, um porco inteiro, acho eu. Eu, o parvo!

Enfim, sabia que não devia lá ter ido.

Este relato foi escrito a partir do Press Room do DocLisboa, que continua até domingo e que acho que todos deviam dar cá um pulinho. Até depois...

domingo, 19 de outubro de 2008

Tromba de água ou água na tromba?

O OndaParque reabriu ontem com novas atracções, desta vez a pensar no público que anda de carro e curte acelerar no escorrega "Mega-Splash" a caminho do trabalho, ou chapinhar o seu bolinhas na piscina dos adultos na pausa para almoço.

As festividades começaram por voltas das 14h, quando a caminho de casa, passei no cinema Londres para buscar uns bilhetes para o DocLisboa, e oiço um 'pum' no tejadilho. Penso que os pombos daquela zona andam a comer fibras a mais e estaciono.

Passados 5 minutos, estou feito parvo à porta do cinema a olhar para os milhares de calhaus de gelo que caem do céu, inundando rapidamente a estrada, tornando-a quase impossível de atravessar a pé e muito complicada para passar de carro. Tinham aberto a torneira e o OndaParque estava oficialmente instalado na capital.

Depois de uns bons 1o minutos a cair pedra, a Av. de Roma era já um espectacular escorrega que levava de enxurrada qualquer Abílio que não tivesse trambelho no travão.
Exasperado e decidido a não esperar mais, atravesso a estrada com água pelo tornozelo e entro no carro quase com barbatanas a crescerem-me nos pés.

Descalço-me e dirijo-me para o carrossel de água da Av. João XXI, determinado a não ceder à tentação de entrar na roda. Chegado ao cruzamento da Gago Coutinho com a Av. dos EUA, descubro finalmente onde tinham colocado a piscina para os adultos. Um Citroen Saxo boiava alegremente num mar de água com ondas e tudo, um BMW tentava sem sucesso escapar à maré viva e os que não estavam parados a ver os outros brincarem, fugiam dali por onde podiam.

Eu, como não sei nadar, também me pisgo dali à maior velocidade que as condições me permitem e chego a casa, depois de passar na piscina dos putos ali num túnel da Infante D. Henrique, atravesso a minha praceta de meias encharcadas e de ténis na mão, aceno ao meu barbeiro que deve ter pensado "Olha-me aquele pateta. Tenho de começar a ser mais selectivo na clientela." e entro em casa mesmo a tempo do almoço.

Entretanto já meti a bóia do patinho no carro porque nunca se sabe quando será a próxima destas...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Neil Armstrong dos subúrbios

Ontem fui à NASA.
Apanhei o comboio para Entrecampos, caminhei um bocado e cheguei lá pouco antes da hora marcada.
Por fora, confesso que está muito bem disfarçada. O mais distraído jurará a pés juntos que aquilo é uma faculdade.
De facto, nada fazia pensar que estaria prestes a embarcar numa viagem intergaláctica durante cerca de 3 horas.
Um pouco receoso do que me podia acontecer, tomei o meu lugar naquilo que parecia ser uma sala de aula.
Parecia mas não era.
O comandante da nave, habilmente mascarado de professor universitário, tinha acabado de chegar de um livro do Júlio Verne.
A restante tripulação, que se podia pensar serem meros alunos, tão heterogénea como a do Star Trek, - juro que vi por lá o Spock - esperava a descolagem do foguetão.
A vertiginosa velocidade a que tudo se processou deixou de lado qualquer tentativa de fugir. Acho que ainda houve alguém que gritou: "Deixem-me sair. Não paguei para andar neste carrocel.", mas o barulho dos propulsores era já ensurdecedor.

Saímos da atmosfera, batemos a força de atracção da Terra e seguimos rumo ao infinito.
Corremos o universo duma ponta a outra, entre referências a Copérnico, Galileu e Newton, a telescópios, Big Bangs e Big Crunches, a viagens a Paris e Praga e equações matemáticas que metiam o quadrado da elipse da distância bla-bla-bla-tiro na cabeça.
Passado 3 horas estávamos a aterrar a nave no Cabo Canaveral da Av. de Berna, onde devido à sobrecarga do sistema eléctrico das instalações, faltou a luz, pelo que a viagem terá de continuar na próxima 3ª feira.
Nada mau para uma primeira aula de mestrado.
De Astronomia? De Astrofísica?
Não, de Tradução.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Continuo sem palavras

E já ouvi dizer que sem palavras não se escrevem posts. E sem ovos não se fazem omeletes. E sem omeletes passa-se fome mas também não se tem problemas de fígado. E sem problemas de figado podemos beber mais um copinho que não faz mal. Se bebemos mais um copinho, ficamos mais contentinhos, que é o que se quer.

Assim, depois de revelar ao mundo as torturas horrendas a que submetem no seu programa a rosa delicada que é o Manuel Luís Goucha, deixo-vos desta feita com mais uma pérola aviltante desse personagem confrangedor de tão ridículo, que desta vez preferiu mascarar-se para deste modo se sentir mais livre para ser a grande flor a que já nos habituou.

Senhoras e senhores, o Zorro afinal é maricas.