sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Revólver

Pronto, pronto, pronto!

Já começa a aldrabice.
Já começam a funcionar os lobbys.
Já se começam a abrir precedentes.

Afinal, já se pode fumar nas discotecas!

Um imbecil chamado George, director-geral de Saúde, amigo do Sócrates das noites do Trumps, deu a volta ao texto e descobriu uma alínea I na lei do tabaco, para poder satisfazer os amigos mafiosos da Associação Nacional de Discotecas.

E se calhar agora vai ficar à espera que, aberto o precedente, os empresários da 'noite', sabendo que têm uma alínea a defendê-los, vão mesmo gastar guita em "áreas expressamente previstas para o efeito, com sinalização e sistemas de extracção e ventilação autónoma, directamente para o exterior."

Mas pois claro que vão!
Se eles nem nas bebidas gastam dinheiro; vão ao Lidl comprar aquelas paletes de 100 garrafas de sumo a 50 euros, e depois sai dali uma vodka limão que é um escândalo gástrico!

Isto é uma palhaçada de merda!

Portugal é português em tudo!
País de 'amigos', do dinheiro por baixo da mesa, da palmadinha nas costas e do rebuçadinho, da mão que lava a outra, em que ser corrupto é sinónimo de ser inteligente e em que os interesses de meia dúzia sobrepõem-se sempre ao da maioria.

Mafia del cazzo!!!

mais info aqui.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Best songwriter ever?

Começou por editar pela Asylum Records, primeira editora de David Geffen, dono da Geffen Records (Nirvana, Neil Young, Sonic Youth) e sócio de Spielberg na Dreamworks, onde gravaram igualmente Joni Mitchell e Bob Dylan.

No início dos anos 80, muda-se para a Island Records (Bob Marley, PJ Harvey, The Killers), editora fundada na Jamaica por ingleses e considerada a maior 'label' independente de sempre, até ser comprada pela Polygram em 1989.

Sete álbuns depois (os magníficos "Swordfishtrombones" e "Rain Dogs" incluídos) e seis anos desde o último álbum, sai da Island para assinar pela Epitaph Records, editora mais virada para a cena punk/hardcore/ska, casa-mãe de bandas como Pennywise, NOFX ou Madball.

Sob a égide da subsidiária ANTI-Records, onde ainda se mantém, edita em 1999 "Mule Variations", álbum que lhe valeu o Grammy para o 'Best Contemporary Folk Album' desse ano e a nomeação para a 'Best Male Rock Performance'* com esta grande canção, "Hold On" de seu nome:



*perdeu para o Lenny Kravitz com "American Woman". Dá para acreditar?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Garantido

Foram ontem de madrugada entregues os Globos de Ouro deste ano, a antecâmara por excelência da cerimónia dos Oscares.

Este ano, a greve dos argumentistas levou ao cancelamento da pomposa cerimónia do costume, mas nem por isso deixaram de ser atribuídas as estatuetas, numa simples conferência de imprensa num hotel de Beverly Hills, e pelos próprios jornalistas.

Gostei de ver entre os vencedores David Duchovny, pelo seu brilhante Hank Moody, numa das melhores séries de 2007, 'Californication'.

Quanto aos restantes agraciados com as estatuetas, pouco posso dizer, pois até agora só consegui admirar o papel de Cate Blanchett em 'I'm Not There', filme inspirado na figura e música de Bob Dylan.

Mas claro que não ponho em causa as escolhas do júri quando os vencedores são do calibre de Daniel Day-Lewis, Johnny Depp, Tim Burton ou dos inigualáveis irmãos Cohen. Mais um argumento original, mais um prémio a distingui-lo.

Ah, a melhor série de comédia foi o 'Extras' com o impagável Rick Gervais.

Mas o mais bonito de se ver, para mim, foi a vitória de Eddie Vedder na categoria de melhor canção original, (na circunstância 'Guaranteed') para o filme do seu amigo Sean Penn, 'Into The Wild', cuja banda sonora foi de resto assinada por Vedder na sua totalidade.
Dezoito anos passados desde a formação dos Pearl Jam e à primeira tentativa a solo, o artista papa logo o Globo de Ouro. É um grande e não se fala mais nisso.

Fica aqui a lista de vencedores, agora que se fala que também os Oscares podem vir a ser afectados pela greve.

E já agora o vídeo oficial da canção vencedora:



Tão linda :)

domingo, 13 de janeiro de 2008

Meyong resolve!

Adenda: Estamos f*didos!

Enquanto os supostos 'grandes' de Lisboa empatam, o Maior ganha!
E logo com um golo do regressado filho pródigo.
Porra, que a vida não é só tristezas!

Boa semana para todos!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Olha sempre para o lado fixe da vida!

Ontem à noite, fiz uso dum regalo de Natal e fui ao Casino assistir a 'Os Melhores Sketches dos Monty Python'.

E em boa hora o fiz. É um verdadeiro espectáculo. Desde a adaptação dos textos por parte de Nuno Markl até à escolha do repertório (estão lá quase todos os grandes sketches, 'Dead Parrot' ou 'The Funniest Joke in the World' inclusive). Mas principalmente pela interpretação dos nossos John Cleeses e Michael Palins de circunstância. Tiro o meu chapéu a todos eles sem distinção. Magníficos.


Se não tiverem nada que fazer e quiserem passar um bom (mesmo bom) momento - e se arranjarem tiquês - dirijam-se ao Casino e vejam com os vossos próprios olhos. Ou então esperem pela descentralização e tentem apanhá-los em qualquer parte do país a partir do mês que vem.

Sem mais assunto, mas com pressa, despeço-me.

Bom fim-de-semana!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Que será feito da minha faca do Rambo que tinha quando era pequeno?

Hoje visitou-me um fantasma do passado. Um resquício da infância, uma melodia evocativa de outras manhãs solarengas como a de hoje, uma viagem no tempo, a um tempo com menos preocupações e em que os dias tinham muito mais minutos que os de hoje.
Esta manhã, ouvi aquele ‘chilrear’ inconfundível e inesquecível, que não ouvia há muitos, muitos anos. Aquele pífaro mágico, aquela espécie de flauta hipnotizante, que me fez correr na sua direcção, que é como quem diz, me fez abrir a janela armado em S. Tomé (ver para crer), pois podia ser uma partida do meu cerebelo, ainda meio estremunhado e mal-acordado que estava.
Mas era ele mesmo. Era o amolador de facas. Essa figura histórica, quase mitológica, na sua bicicleta atafulhada, munido da sua gaita inebriante, que a todos anunciava a sua presença.

Esse espectro ambulante, memória de manhãs de sábado, talvez dos inícios dos anos 90, voltou a espalhar o seu encanto. A polifonia daquele fragmento de Música continua igual, a alternância agudo-grave-agudo mantém-se perfeita. Só a imagem do amolador se alterou. Lembrava-o alto e esguio, com o dobro da altura da bicicleta. Hoje encontrei-o atarracado e pouco maior que o dito veículo. Talvez seja o mesmo homem, vergado que está pelo peso da idade, muitas e muitas facas amoladas depois.
Mas foi bom ver que ainda há tradições da velha guarda, que alguns não permitem que caiam no irretornável oblívio. E recordar a infância é sempre tão bom.
Ah, é verdade. O novo aeroporto sempre vai ser em Alcochete. Afinal o deserto do camelo do Mário Lino não é assim tão mau.
Vou amolar uma faca e assobiar melodias de sonho. Até lá.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Ódio de estimação

Prazos.
Não há pior merda que prazos.
Pior que prazos só mesmo prazos apertados.
E ainda pior é não ter vontade de fazer nenhum.
Uma gestão de tempo mais eficaz exige-se, de qualquer modo.

Maldito Jack Bauer, que nunca mais
ninguém lhe acerta com um tiro no olho.

Ainda é Natal!

Já chegou!
Recebi hoje na caixa do correio o 'Christmas single 2007' do Ten Club, o presente que os Pearl Jam oferecem em cada Natal aos membros do clube de fãs oficial.



Este ano (o ano passado, aliás), a banda levou à letra o tema do Natal e gravou um tema inédito adequado à quadra, chamado 'Santa God', no lado A, tendo escolhido para o lado B, uma versão de Mike McCready, gravada no seu estúdio caseiro, do clássico da estação 'Jingle Bells'.




Mas como há sempre um senão nestas minhas histórias, mesmo que sejam de Natal, dá-se que, de momento, não tenho gira-discos!
E agora como é que oiço isto? Bom, não oiço! Pelo menos não com aquele típico crepitar do vinil.
Existe sempre a hipótese de ouvir o mp3 aqui. Mas sinceramente, não é a música que mais me interessa nestes singles, mas sim o objecto em si, mais uma pitéu para a minha colecção.

Bom, vou combater o défice.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Vá para fora, cá dentro (não se fuma!)

Tenho a dizer que estou contente com a nova lei do tabaco.
Se calhar porque não fumo, nunca fumei, e agora também já não é altura para começar.
Depois de saborear o 1º fim-de-semana sob a vigência do tal decreto, devo admitir que é literalmente uma lufada de ar fresco.
Agora sim, podemo-nos dar ao luxo de respirar fundo (ainda que com cautela), quando saímos à noite.
Corremos até o risco de voltar para casa sem a roupa a tresandar a fumo. Há esse risco, sim.
Uma saída à noite sem os olhos e a garganta irritados pelo fumo, é hoje uma possibilidade a ter em conta.

E depois esta lei também dá para fazer rir um bocado.
É que agora é vê-los a serem puxados pela nicotina para as portas dos bares, dos cafés, das lojas, centros comerciais, you name it, sujeitando-se, nesta época, a frio e chuva.
Diz quem viu, que na porta principal do Colombo junta-se uma imensidão de gente a fumar o seu cigarrito, que parece que estão a oferecer alguma coisa ali.
Estou para ver, numa próxima oportunidade, como estará isto a funcionar nas discotecas.

Boa semana para todos!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Não te enganasses!

Viva a Zara do Vasco da Gama! Viva a incompetência dos seus empregados! Viva!

Hoje saí de casa para ir beber um cafézito e acabei, entre outras coisas, a comprar uns trapitos na loja supra-citada.

Grande amigo inusitado que apanhei na caixa!

O camarada, certamente para me desejar um bom ano, não registou uma das peças que adquiri, o que me fez poupar 5 continhos dos antigos, pá!
Mesmo porreiro, o gajo. Só espero que não o faça muita vez, e que esses erros não lhe saiam da folha de ordenado, porque eles já ganham pouco e o gajo tinha pinta de quem só em comida deve gastar uma boa parcela.
De qualquer maneira, já ganhei o dia. Venha a noite!
Agora é ver onde os vou gastar. Acho que pode muito bem passar por este CD, via Amazon.co.uk:


Há milénios que uma banda nova de Seattle não me fazia vibrar como esta!

Bom weekend a tutti!

A culpa é do Artur Jorge?

Epá, então o Miguel e o Manuel Fernandes, não por acaso dois jogadores formados no SLB, foram detidos em Valência, por andarem a fazer palhaçadas nos bares daquela pacata cidade do antigo reino de Aragão?
É isto que ensinam nas escolas desse colosso(:D) com 6 milhões de adeptos? São estes os valores que passam aos adolescentes?

Shame on you, Benfica... shame on you!

Por isso é que Portugal tem má imagem no estrangeiro, principalmente em Espanha.

Há que investir na formação pessoal dos atletas e não arrebentar o orçamento todo em ordenados para a equipa sénior e 'rebuçadinhos' para os senhores da liga e do apito.
Know what I mean?

Vá, vamos lá a aprender com os erros, hem?

Tschüß

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Constatação

Há coisas que não mudam. Nem com a passagem do ano.
Eu sei que não é uma constatação extraordinária. É apenas uma frase feita, tudo bem. Mas se foi feita é para se usar.
Isto porque uma das coisas que não mudam são as minhas manias parvas. Eu tenho algumas manias parvas. Bem, tenho muitas. Quem não as tiver que atire a primeira pedra. Já chega.
Gosto de música. Gosto de comprar CDs e construir uma colecção bonita. Mal compro um, a primeira coisa que faço é rasgar o plástico e abri-lo, folhear o livrinho 9 vezes, mesmo que já o conheça. É salutar, não? Pois bem, parvoíce, entrai!
Neste Dezembro que acabou, talvez imbuído de um certo espírito consumista, comprei uma meia-duziazita de álbuns, todos partes integrantes da (minha) História da Música, os quais já ouvi (quase) todos uma carrada de vezes, com júbilo e contentamento.
Mas ele houve um CD, que comprei na última 4ªfeira de 2007, que hoje, uma semana depois, ainda não consegui ouvir. Não é por estar estragado, não é por estar arrependido, nem sequer por falta de tempo. A razão é bem mais ridícula que isso.
É que ainda não o abri! Não lhe rasguei o plástico todo, naquela sofreguidão tão habitual.
Não o abri porque tenho pena! Nunca na vida me tinha acontecido tal. Olho para ele, aqui à minha frente a fazer de ‘bibelô’ e vejo naquela coberta plastificada uma mística e uma solenidade que na minha insana mente perder-se-á, quando o abrir. Francamente!


Em questão está o mais-que-absurdamente-magistral 1º LP dos Arcade Fire, “Funeral”(2005), que não apelido do melhor álbum (so far) do séc XXI, porque não tenho a memória tão curta e há outras rodelas de plástico que me fazem pensar duas vezes, pelo menos. Mas é tranquilamente, isso sim, o melhor CD dos últimos três anos. E por isto tudo e por nada e porque sou cheio de manias parvas (que é uma maneira gira de dizer que sou tonhó), ainda está por abrir. Até quando? Porra, não sei. Vale ser assim palerma? Não é penalty?
E pensam vocês, ‘Fosga-se, que dilema de merda. E perdi eu 2 minutos a ler isto.’
Para salvaguardar esse mui legítimo azedume, fica aqui um videozinho do dito cêdê. :)
Bom '08!