Para quem, como eu, este ano não vai ao Alive, poderá ver aqui na EVERYTHING IS NEW TV alguns dos concertos do festival em directo, como por exemplo o dos Foo Fighters já esta noite. Melhor que nada, hem?
quinta-feira, 7 de julho de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
A música alegre mais triste de sempre
A sonoridade de uma canção e o assunto da sua letra nem sempre andam de mão dada.
O exemplo mais paradigmático que conheço é o da canção "As The Footsteps Die Out Forever" da saudosa e mítica banda ska-punk de New Jersey, os Catch 22, presente no seu primeiro disco "Keasbey Nights" (1998), o único gravado com Thomas Kalnoky na voz e na composição das letras.
Ouvi esta música durante anos sem prestar atenção ao tema da letra e só passado muito tempo me apercebi de como uma música tão feel good tinha por trás uma história tão triste, demasiado triste e tocante até para se poder voltar a ouvir esta canção da mesma forma.
O exercício que proponho, independentemente do tipo de som ou da lírica do "poema" ser ou não da preferência dos caros leitores, passa por ouvir a música uma primeira vez sem ligar à letra, deixando que a melodia fale por si. A seguir, voltar a ouvi-la e acompanhar a letra e a história que conta, que é simples de perceber e que se baseia na experiência real do vocalista.
The kids were almost home
The kids were on their way
back home from school
lying face down in the gutter
of unaccomplished dreams and broken memories
of things to come
"Sorry ma'am I really am,
Had to break the news
I had to make the phone call to tell you
that you're due you know where
I'll tell you when and I suggest you start living
these next three weeks the best way that you can"
Every night for three long weeks
she'd roam the hallways half asleep
and as the footsteps fade away
in my mind
I could swear
I could swear
I heard her say
"Don't wait for me I've got a lot to do
I've got a lot to be and in the end
maybe I'll see you there."
Lost strength on a Saturday
spent the day in bed
"yeah, I'm fine. it's just the flu"
she said with a smile
but when they turned their backs
the tears would flow
she knew she only had a while
to live(to breath)
to be (to see)
to bleed, to stand
on her own two weakened feet
and so I pray everyday
"don't take my mother away"
every night for three long weeks
she'd roam the hallways half asleep
and as the footsteps fade away in my mind
I could swear
I could swear
I heard her say
"don't wait for me I've got a lot to do
I've got a lot to be and in the end
maybe I'll see you there."
every night for three long weeks
she'd roam the hallways half asleep
and as the footsteps fade away in my mind
I could swear
I could swear
I heard her say
"Don't wait for me I've got a lot to do.
I've got a lot to be
But in the end maybe I'll see you there
and in the end you know I'll see you there
and in the end I'll see you there"
don't wait for me I've got a lot to do
I've got a lot to be and in the end
maybe I'll see you there
sábado, 2 de julho de 2011
O acordo ortográfico tem de arder
Se a construção do aeroporto de Alcochete, que faz falta ao país, vai ser reavaliada por causa da situação desastrosa em que nos encontramos, como é possível que um tratado que afecta de forma muito negativa a estabilidade da nossa língua escrita e a qualidade do ensino não seja, no mínimo, suspenso e reavaliado?
Precisamos de um novo aeroporto internacional? Sim. Podemos ter essa infra-estrutura? Não. Estamos à beira do colapso financeiro.
Como se justifica então que um AO que ninguém pediu, que ninguém quer e de que Portugal não precisa para NADA, sobre o qual nenhum estudo independente de avaliação de impacto foi feito, cujos custos reais em termos financeiros, sociais e humanos ninguém se deu ao trabalho de avaliar e cujos benefícios não se vislumbram, nos seja imposto numa altura de crise nacional profunda sem qualquer discussão pública e reavaliação?
Terá a língua, fundamento da soberania nacional e elemento essencial do património cultural português menos valor, peso ou importância para Portugal e para as gerações vindouras de portugueses do que um aeroporto?
Precisamos de um novo aeroporto internacional? Sim. Podemos ter essa infra-estrutura? Não. Estamos à beira do colapso financeiro.
Como se justifica então que um AO que ninguém pediu, que ninguém quer e de que Portugal não precisa para NADA, sobre o qual nenhum estudo independente de avaliação de impacto foi feito, cujos custos reais em termos financeiros, sociais e humanos ninguém se deu ao trabalho de avaliar e cujos benefícios não se vislumbram, nos seja imposto numa altura de crise nacional profunda sem qualquer discussão pública e reavaliação?
Terá a língua, fundamento da soberania nacional e elemento essencial do património cultural português menos valor, peso ou importância para Portugal e para as gerações vindouras de portugueses do que um aeroporto?
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| Quem diz o idioma diz a língua. Citação de Almada Negreiros na estação de Metro do Saldanha. |
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Um abre-olhos
Pelos motivos errados, acho que o acidente do Angélico, devido ao seu mediatismo e aos contornos da tragédia - na qual se safou com ferimentos ligeiros o único ocupante que levava cinto de segurança, estando o cantor e os outros ocupantes todos desgraçados e um já morto - pode vir a fazer mais pela diminuição da sinistralidade rodoviária do que as últimas 50 campanhas de prevenção e sensibilização. Que se tire algo de positivo desta merda.
Aimee Mann - "Wise Up" (2000)
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Regresso ao Zoo (e ao blogue)
Já não ia ao Zoo de Lisboa desde os tempos da escola preparatória e encontrei-o bastante diferente.
Na generalidade, está bem melhor, mais amplo, com uma melhor apresentação e conservação do espaço, e com melhores condições de vida para os animais, dentro daquilo que é possível, que é pouco para alguns deles, principalmente os mamíferos de maior porte. Causa algum constrangimento ver certos animais ali enclausurados, mas se nos abstrairmos disso, passa-se ali um belo dia, sem dúvida.
Este blogue termina agora o maior período de inactividade talvez desde a sua criação, e não foi porque tive de férias até agora... :(
Acho que vai continuar assim por agora, pois não tenho tido muita pachorra, mas pelo menos prometo responder a breve trecho ao desafio desta Lady. Sempre é uma boa desculpa para um post e para falar dum livro que acabei de ler e adorei.
Dão 40ºC!!!!! para o fim-de-semana. VERÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
quinta-feira, 9 de junho de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
O Ronaldo original
Ronaldo despediu-se ontem dos relvados num amigável entre o Brasil e a Roménia, em São Paulo. Jogou 15 minutos, falhou 3 golos feitos e despediu-se com aquele sorriso característico num discurso emocionado finalizado com uma volta olímpica ao Estádio Pacaembu.
Ronaldo foi o maior da sua geração. Nos últimos tempos apenas em perímetro abdominal, mas nos seus anos dourados nunca houve um avançado tão vibrante como ele. Posso estar a deixar-me levar pelo saudosismo, e pela emoção da coisa, mas arrisco afirmar que depois dele surgiram grandes craques, mas ainda não vi nenhum ao nível daquela época psicadélica de 96-97 que o R9 fez em Barcelona e dos primeiros tempos no Inter, antes de rebentar os joelhos. Aquilo era outra coisa, era um jogador maior que os estádios onde jogava, era O Fenómeno. Depois começou a levar pancada dos defesas carniceiros italianos e só no Mundial de 2002 é que renasceu, levando o Brasil de Scolari ao penta.
"El Gordo" ainda passou pelo Real e Milan, antes de voltar à terra natal para terminar a carreira no Corinthians. Marcou mais de 400 golos oficiais, foi bi-campeão do mundo , é o melhor marcador de sempre em Mundiais e foi 3 vezes jogador do ano da FIFA, entre muitas outras conquistas individuais e colectivas.
Hoje os putos dividem-se entre Messi e CR. Na sua época não havia dúvidas, só havia um gigante do futebol: Ronaldo.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
B Fachada: bálsamo pós-eleições
B Fachada não gosta de estar quieto e como tal volta a lançar um "disco de verão" em 2011, desta vez na forma de uma faixa de 20 minutos intitulada "Deus Pátria Família", onde cabe música e muito mais, e pode ser descarregada gratuitamente no blog da Mbari, aqui.
Portugal vai rebentar
É deixar o cabrão sofrer
domingo, 5 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
"Exit Through The Gift Shop"
Este filme foi nomeado para o Oscar de melhor documentário, apesar de não ser um típico documentário per se, ainda que tenha uma primeira parte com todos as dinâmicas habituais de um 'doc', em que faz um apanhado bastante bom do fenómeno da "street art" e dos seus principais nomes, com o fenómeno/fenomenal inglês Banksy à cabeça.
Ele que é o realizador desta obra, que mais não é que uma critica assertiva e mordaz aos clichès do mundo da arte moderna, feita com um belo sentido humor e inteligência, através da personagem de um francês meio chanfrado que queria ser realizador e que se infiltra no meio da "street art" um pouco por acaso e se acaba tornando uma super-estrela da arte contemporânea a partir do nada e sem nada que o justifique, servindo como exemplo perfeito de como os conceitos de arte e artista são falaciosos e débeis e sobretudo arbitrários e impostos às massas e por estas consumidos sem qualquer inércia mental.
O título original (que perde o sentido na tradução portuguesa "Banksy - Pinta a parede") é por si só elucidativo do alvo dos autores, numa alusão aos hipsters acéfalos que vão a exposições de arte e compram peças e bajulam este ou daquele 'artista' só porque 2 ou 3 fazedores de opinião supostamente insuspeitos e credíveis lhes disseram que deviam, sem pararem para pensar se aquilo é realmente válido enquanto objecto artístico. E no fim, a pergunta universal retorna, meio respondida ao longo do filme: O que é arte?
A outra continua por responder: Quem é Banksy? Bilhetes de identidade à parte, a melhor definição é: um verdadeiro artista.
Em Lisboa, em exibição só no Corte Inglès. Na amazon o DVD custa 4,5 libras (edição especial a 10£ é um must-buy) e na net o download está barat0. Seja como for, acho que merece ser visto, pelos amantes do graffiti e da arte urbana em geral, do documentário, de uma boa história.
Bom fds!
"Exit Through The Gift Shop" (2010)
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Príncipe Leonard
Leonard Cohen vence Prémio Príncipe das Astúrias das Letras - Cultura - PUBLICO.PT
Grande Leonard, um prémio mais que merecido para o maior poeta-cantor de sempre.
Grande Leonard, um prémio mais que merecido para o maior poeta-cantor de sempre.
I'll drink to that.
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