domingo, 14 de junho de 2009

Hasta el talón de un pie de 45

Enquanto cá não chega o novo filme de Almodóvar - "Los Abrazos Rotos" tem data de estreia marcada para 3 de Setembro - podemos ir antecipando-o com a curta-metragem "La concejala antropófaga", que pega numa personagem do referido filme e lhe dá o tempo de antena que merece e que não tem na versão final da película.

Trata-se de um exercício cómico sobre sexo e fetiches macabros, um monólogo bizarro e hilariante levado a cabo por Carmen Machi, que com uma naturalidade e simpatia desarmantes discorre sobre pilas e pés enquanto come pudim e cheira coca.

Deixo-vos com o vídeo legendado em brasileiro por um cara prestável.


Para ver as legendas, assistir em fullscreen ou no iutubi.

terça-feira, 9 de junho de 2009

O Bandido ataca na Avenida

Esta noite.
Manel Cruz a.k.a "Foge Foge Bandido" vem finalmente a Lisboa.
Concerto esgotado no São Jorge para uma noite que há muito se ansiava.




Siga!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Mais um a morder o pó

Lembro-me bem de uma altura em que vinha almoçar a casa, talvez aí na 4ª classe, e ver o "Kung Fu" na televisãozita da cozinha. Acho que na altura já devia ser a quinta vez que o repetiam na RTP.

Aquilo era muito mais parado que os desenhos animados que via na altura. Mas o meu pai tinha-me dito que aquilo era uma série de pancada como deve ser, não tinha nada a ver com aquelas tretas do gajo que "com um tiro mata dois".
E assim, entre um pedaço de peixe cozido com brócolos, lá ia vendo Caine, o herói calmo, monge Shaolin, que não se metia com ninguém, mas quando se metiam com ele, era homem para partir a cara a dez.
Sempre com finesse. E honra. E respeito. Com movimentos hipnotizantes e lânguidos, com elegância e até charme nas cacetadas que dava nas peitaças dos "maus".
Ao pé de brutos como Stallone ou Charles Bronson, era um autêntico Zidane da batatada e karatés.

David Carradine foi ontem encontrado morto com uma corda à volta do pescoço, num quarto de hotel em Banguecoque, onde se encontrava em filmagens de um futuro filme. Tinha 72 anos. A tese de suicídio é a mais óbvia, mas subsiste a dúvida.

Seja como for, lá se foi mais um dos ícones dos filmes e séries de porrada dos anos 70 e 80, com os quais tanta gente cresceu. Eu incluído. Fica para a História como um dos heróis/vilões mais finos dos filmes de batatada!

Para a posteridade:


A referência: "Kung Fu" (1972-1975)

Um grande momento: c/ Chuck Norris @ "Lone Wolf McQuade" (1983)

Também representava: c/ Uma Thurman @ "Kill Bill Vol. II" (2004)

terça-feira, 2 de junho de 2009

O regresso da maior banda do mundo...

...ou o regresso dos Pearl Jam.
É como quiserem.



Pearl Jam - "Got Some"
[Live @ The Tonight Show with Conan O'Brien - 01/06/2009]

from new album : "Backspacer"
Fall 2009

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Criançada, atentem ao que vos diz o Tio Mr. T!

Dia da criança não é só receber prendas e ir jogar à bola no torneio da Junta, se morares na Bobadela.
Também é ser um bom filho ou filha, ou as duas coisas se o teu pai for o Nené.
É saber ouvir um conselho de alguém que só quer o vosso bem.
O Mr. T.
Ainda mais se a alternativa for levar um tabefe.
Do Mr. T.

Portanto, interiorizem as palavras sábias do senhor tê e reflictam. Reflictam.



Mother
There is no other
Like Mother
So treat Her right

Mother
I always Love Her
My Mother
So treat Her right, treat Her right

M is for the moan, and the miserable groan
from the pain that She felt when I was born

O is for the oven with it's burnin' heat
where She stood makin' sure I had something to eat

T is for the time that She stayed up at night
and took my temperature when I wasn't feelin' right

H is for the hard earned money She spent
to keep clothes on my back and try to pay da' rent

E is every wrinkle I put on Her face and
every worry that I caused when I stayed out late

The last letter R is that She taught me Respect
and for the room up in Heaven that I know she'll get

terça-feira, 26 de maio de 2009

Dia dos vizinhos - O prédio em auto-gestão e as moedas de 20 paus

Não sei se é só em Portugal ou se é a nível internacional, mas hoje celebra-se a vizinhança.

Ora eu que moro no mesmo prédio desde sempre, posso avançar que cá nunca houve nada dessas confianças. Não vou a casa de vizinho nenhum, nenhum vem a minha casa. Nas escadas, é tudo corrido a 'boa tarde' e nalgum caso pontual um 'olá, vizinha'. Mas nada mais.

É que parece existir uma tensa animosidade entre vizinhos. Não sei quando terá começado. Neste sacana deste prédio ninguém se entende. De tal modo que nem existe administração nem mulher para lavar as escadas. Cada um lava a sua porta e a entrada tem de esperar que alguém se canse do aspecto latrinoso daquilo e lhe dê uma esfregadela. Até agora só a minha mãe, a minha vizinha boa do lado e um senhora do 2º andar tiveram a vergonha de chegar-se à frente.

Diz a minha mãe que no início não era assim. Havia uma certa camaradagem entre alguns vizinhos, na altura tudo casais recém-casados com bebés ou em vias de ter.

Não me lembro nada disso.
Lembro-me sim da velhota simpática do 2ºfrente, que ficou viúva e sem filhos que olhassem por ela. De vez em quando, a minha mãe obrigava-me a ir lá acima fazer companhia à senhora. Ela fazia-me o lanche, eu via os desenhos animados, no fim dava-lhe um beijinho e ela dava-me 100 paus. Acho que era basicamente isto. E não era mau negócio, na altura 100 paus dava para umas quantas carteirinhas de cromos.
Com o tempo a senhora começou a ver cada vez menos, e para minha desgraça as notas de 100 tinham dado lugar às moedas e os dedos cheios de artrite da senhora já não distinguiam uma moeda de 20 paus de uma de 200, pelo que comecei a sair de lá com 2o escudinhos no bolso, que com a inflação já não dava para nada.
Foi o começo do fim de uma bela relação simbiótica.

E para rematar sobre o espírito de vizinhança deste prédio, vou citar um ex-vizinho que fugiu para os Olivais, e que certa vez disse ao meu pai o seguinte:

"Morar aqui não me diz nada. Este prédio é só merda!"

terça-feira, 19 de maio de 2009

Momentos de puro medo na TV portuguesa

- Episódio I: A peruca de José Wallenstein

Não compreendo como ninguém fala neste assunto.
É só gripe dos porcos para aqui, eleições europeias para ali, novos pernas de pau para o benfica para acolá.
E ninguém faz menção a isto.

sábado, 16 de maio de 2009

Penso que... é óbvio que...

Olá.
Longe de mim querer importunar-vos.
Era só para deixar um conselho para irem ao S. Luiz ver este rapazola.
Eu fui ontem e tenho a dizer que foi um espectáculo.
Foi rir até doer os masseteres.
Ainda mais, a 5 eurinhos é um doce.
Fica aqui o chamado lamirézito.
Goodbye, Maria Ivone.

domingo, 10 de maio de 2009

O José Cid ainda joga no Totobola

1 - Devia sentir-me um pobre diabo porque decidi ficar em casa num sábado à noite, quando lá fora há todo um mundo, ainda que pautado a chuva e trovoada, à espera de ser vivido?

x - Ou devia sentir-me um desgraçado porque fiquei em casa num sábado à noite a ver um concerto no canal um do José Cid em Elvas?

2 - Ou será que devia sentir-me um infeliz por ter ficado em casa num sábado à noite a ver um concerto no canal um do José Cid em Elvas e ter curtido bué mesmo?

Olha, não sei.
Sei que se o pai Cid fosse inglês ou americano era um monstro sagrado da música e hoje todos cantarolavam

'make me fava beans with chorizo
my favorith dish
when I arrive to dine
I almost don't believe it'

como se fosse um qualquer som manhoso dos U2.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Não há falta. Mourinho joga apenas na bola.

Deixemo-nos de merdas.
O Mourinho é mesmo o maior do mundo e este vídeo é a prova disso!
É por isto que o futebol é o desporto-rei!
Poesia em movimento, meus amigos, poesia!



O Mourinho é do caralho. Que rei!

domingo, 3 de maio de 2009

Introdução ao Estudo do Filme Favorito ou mais um post que não interessa ao menino jasus

Dentro dos nossos filmes favoritos existem duas categorias.

1.Aqueles que vemos uma vez, gostamos bastante e por uma razão ou outra não voltamos a ver.
Alguns acabamos por esquecer, outros há que perduram na memória.
2.Aqueles que vemos uma e duas, três, quatro, dezassete vezes e que nunca fartam.
Os mais marcantes, sem dúvida, alguns de qualidade duvidosa, é um facto.

Dentro desta última categoria, existem ainda duas outras sub-categorias.

1. Aqueles que por mais que os vejamos, não retiramos nada para além daquilo que foi absorvido aquando da primeira, segunda vez. É bom, mas é aquilo. Não é mais.

2. Os outros, que sempre que os voltamos a ver, encontramos algo de novo, uma nova interpretação, um pormenor, uma referência, algo que sempre esteve à nossa frente mas até agora nos escapava, algo que mantém o filme vivo, renovado e sempre interessante.

(continua)